Como faço? Gerir Recuos no Progresso

Costuma dizer-se que desistir de algo devido a 1 retrocesso é a mesma coisa que furar os 3 pneus do carro porque temos 1 em baixo 😉 Não é por acaso que se diz que velhos hábitos são difíceis de perder. Antes que novos comportamentos se tornem num hábito, todos nós temos tendência para nos desviarmos para o que ainda é a nossa zona de conforto, ou “descarrilarmos”, mas isso não tem de ser motivo para desistirmos! 🙂

No meu caminho tive (e continuo a ter) recuos no progresso, mas vejo-os como parte integrante do percurso. Afinal de contas, sou humana e nós humanos somos seres imperfeitos. Todavia, também somos inteligentes e, consequentemente, tento sempre aprender com os meus descarrilamentos.

Repito o que já disse antes quando mudamos a forma como olhamos para as coisas, as coisas para onde olhamos mudam”, pois isto também se aplica a desvios no caminho programado. Em vez de olhar para um (ou vários 😉 ) deslizes como “falhanços” e entrar em auto-recriminação, que tendencialmente apenas leva a mais desvios, faço um esforço consciente de olhar para isso como uma oportunidade de aprendizagem e evolução.

Porque é que estou a andar para trás? O que posso alterar para que isto não volte a acontecer?

  • Foi assim, por exemplo, que desenvolvi algumas estratégias de supermercado 😊 Para contornar “tentações” vou sempre ao supermercado de barriga cheia, pura e simplesmente não passo pelo corredor dos chocolates e, no caso do Lidl, evito ir à hora que saem as fornadas de pão 😛
  • Identifiquei que quando estou mais cansada tenho tendência para comer muito mais. Não tenho fome, mas sim vontade de comer. Assim sendo, procuro assegurar o descanso e não trocar os sonos. Acrescento que o exercício físico ajuda muito neste “departamento” 😀
  • Compreendi que quando estou ansiosa ou triste torno-me num sorvedouro de comida. Então, assim que noto que essas emoções estão a escalar, viro-me para a meditação, para o exercício físico, vou apanhar sol… Tento cortar-lhes o “balanço”.

Cada um de nós tem mecanismos diferentes e é mesmo um trabalho de auto-conhecimento. É um processo. Processos levam tempo, exigem disciplina, perseverança, mas também compaixão connosco próprios. É assim que vou gerindo os meus recuos no progresso 🙂

Já devem ter ouvido dizer que o mestre falhou as-vezes-tentamos-e-falhamos-mas-na-verdade-a-nossa-unica-falha-seria-parar-de-tentarmais vezes do que o novato sequer tentou 😉 Falhar faz parte do processo, é inevitável e só não falha quem não tenta. O meu caminho começou em 2014 e ainda falho tanta vez!

Qualquer mudança de vida é desafiante, mas não é impossível. Só falhamos quando desistimos de tentar 😊

Ah! E outra metáfora gira! «Comer porcaria o resto do dia, porque fizemos asneira ao almoço e damos o “o dia por perdido” é o mesmo que pegar num martelo e desfazer o smartphone só porque tem 1 racha no vidro» 😉

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